Saia gelada, ser insigne e insistente, pensa que me obriga exalar esse perfume nem doce e nem temperado, apenas seu. Desse seu olhar de soslaio, um ser assexuado sempre a dar muitas voltas em torno de si mesmo, e rodopia, rodopia letícia triste de você mesmo. Feche a sua janela e quando a abrir, não espere mais por mim.
Estamos na cidade de São Paulo por conta dos negócios. Neste momento a Avenida Paulista sob nós é a nossa mais corriqueira avistada. Estou na sacada de minha sala ao vigésimo andar, e posso escutar o barulho. Vejo um horizonte cinza, sob ou por sobre as vidas que aquece a metrópole. Eu ainda posso sentir as variantes de um clima, no dia e na noite, mas não tão mais acentuadas que aquelas de cinco décadas atrás, de quando vínhamos aqui para tratar de negócios decorrentes do vinho e couro.
O céu está azul e a lua já se faz presente, de moça teimosa que é. Hummm… Ouço um barulho, alguém está batendo na porta. Ah claro, sim, é uma senhorita, funcionário me trazendo o café, pois posso sentir o cheiro e aroma daqui.
Existe uma fome medonha dentro de mim, que insiste em aflorar para deflorar a frieza daqueles que tomaram as fagulhas de minha bondade, como quem destrói algumas rosas por não ter tempo para destruir todo o jardim.